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Arquivo da categoria ‘Estudos Bíblicos’

O Deus que vigia as declarações de amor: Cantares 1:2-2.7

A primeira parte do livro é marcada por confissões de amor sem medidas e reservas. Não existe vergonha nem timidez que possa fazer o sentimento dos enamorados ser intimidado. Em um mundo onde cada vez mais as pessoas são frias, egoístas e não conseguem ser carinhosas e amorosas; a primeira parte desse maravilhoso livro é o remédio que traz cura para a doença da insensibilidade do relacionamento humana no que tange a falta de carinho verbal. Essa forma de amor gera segurança para o casal, fortalecendo assim o relacionamento que se estenderá no resto do livro que tende a amadurecer.

As declarações de amor de forma direta e forte, neutralizam os medos que naturalmente atacam qualquer casal (1:5-7). Podemos notar algo interessante, quanto mais um elogia o outro (1:8-11,15), mais a confiança e a segurança crescem (2:1). Algo que merece destaque na narrativa, é de como o amor cresce com a decisão de enaltecer e elogiar (2:3-6). Li certa vez um livro há muito tempo que foi muito importante para meu crescimento espiritual e como homem. Esse livro chama-se “As Cinco Linguagens do Amor´´ de Gary Chapman. Aconselho esse livro em especial para os que precisam de ajuda devido problemas de insensibilidade nas declarações. No seu livro, Chapman coloca as palavras de afirmação como a primeira linguagem do amor. De fato, a língua tem um grande poder. Não é a toa que o grande Salomão disse que a morte e a vida estão no poder da língua, e a pessoa que a bem utiliza come dos seus frutos. As pessoas deveriam entender que os elogios, as declarações de amor, ou palavras de afirmação, podem nutrir o relacionamento e deixá-lo firme e mais forte a cada dia.

No quarto capítulo do seu livro, Chapman afirma: “muitos casais nunca aprenderam o tremendo poder de uma afirmação verbal mútua´´. Salomão e a Sulamita dão um show na questão das palavras de afirmação, elogios e declarações de amor explicitas e diretas. Certamente se eles fossem vivos eu os chamaria para ministrar uma palestra em minha igreja sobre o assunto.

Você já disse algo bonito hoje para a pessoa que você ama? Já elogiou hoje algum ponto forte que essa pessoa tem? Já disse simplesmente que ela é especial na sua vida? Será que você ainda pensa que dizer essas coisas passará a idéia que você é manteiga derretida ou não é macho?

Quantos homens e mulheres perdem momentos de prazer e felicidade por medo de dizer o que sente. Pega o telefone e faz uma surpresa. Liga e diz que só ligou para dizer que ela é especial para você e que Deus te abençoou em ter colocado essa pessoa na sua vida. Manda um SMS com uma frase romântica e enaltece um ponto positivo e forte que essa pessoa tem. Depois disso, olhe para você e perceba que seu braço ou perna não caíram, que não doeu nada fazer isso; e você machão, não se tornou gay por causa disso. De fato os homens tem mais dificuldade com isso, mas também existem mulheres que não conseguem demonstrar o que sentem e acham que entregando-se em carinhos verbais, estarão mostrando que estarão completamente rendidas e nas mãos da outra pessoa e poderão ser facilmente manipuladas. Já escutei muito isso da ala feminina. Isso não deveria acontecer, pois a Bíblia nos ensina em cantares que esse tipo de comportamento deve ser dos dois, algo mútuo, com a mesma sinceridade, verdade e intensidade. Pois quando em um relacionamento, um ama mais do que o outro, ou, até mesmo demonstra mais do que o outro; logo, uma necessidade da parte que oferece mais, precisará ser suprida. Isso poderá gerar sérios problemas. Mas as vezes a compreensão com a forma do outro agir poderá ser aceita e evitará tais problemas. No entanto, cantares mostra que o relacionamento triunfante é aquele que tem as duas partes se enaltecendo e demonstrando mutuamente os seus sentimentos (também) de forma verbal.

Chapman ainda indica algumas palavras que certamente ajudarão a criar uma atmosfera de amor e harmonia entre o casal. Ele aponta as palavras encorajadoras. Certamente seu namorado(a), noivo(a) ou esposo(a), tem problemas, defeitos, pontos fracos e negativos que precisam ser tratados. Você é do tipo que apóia, encoraja, ou daqueles que criticam sempre e não estimula a outra pessoa a crescer e que ela pode vencer e melhorar o que é necessário?

As palavras bondosas geram um ambiente de graça. Deus é bom, quando mostramos bondade, estamos sendo parecidos com Deus. Tem pessoas que só tem  palavras negativas, ruins, só fazem leituras catastróficas de tudo que acontece. Nunca tem uma palavra boa, gentil, alegre, esperançosa, isso é terrível e não tem quem suporte isso.

Palavras humildes, como falta isso nos relacionamentos. Entendo que a palavra mais humilde que uma pessoa pode dizer a que ama é: “perdão´´. Quem consegue continuar do mesmo jeito depois de ouvir: “me perdoe, eu errei´´. Quando pedimos perdão estamos reconhecendo que estamos errados, que estamos nas mãos de outra pessoa, dependendo do seu perdão. Isso é humilhante. Mas isso gera exaltação e mudanças. O pastor Josué Gonçalves disse certa vez: “ perdoar o próximo é fazer aquilo que Deus fez conosco´´. Quando pedimos perdão, ou perdoamos alguém, estamos apagando todo e qualquer material que poderia ser usado pelo diabo contra nós. O perdão apaga as mágoas e tristezas causadas pelo erro. Precisamos cultivar o hábito de pedir perdão à pessoa que amamos. Não é sábio nem bíblico esquecer, deixar pra lá, varrer a sujeira para baixo do tapete. Peça perdão sempre que errar. É um exercício santo.

Portanto, as pessoas sábias estabelecem juntas seus laços por meios de um testemunho verbal compartilhado de admiração mútua.

Pense nesse pequeno poema:

Não tenho medo de dizer que amo

Não quero ter medo de dizer que amo

Não posso ter medo de dizer que te amo

É porque te amo que nem consigo ter medo de ter medo

Se tivesse medo, nada faria sentido

Eu não seria eu, nem você quem você é

(Desconhecido)

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O Deus que vigia o desejo sexual: Cantares 2:8 – 3:5.

Não é fácil falar sobre sexo e sexualidade dentro das igrejas, mesmo hoje em dia. Embora estamos em pleno século XXI, as pessoas parecem que só abordam esse assunto quando não são cristãs. Quando nascem de novo, parece que acham que é pecado ou é muito contrastante falar isso dentro da igreja. Afinal de contas, igreja é lugar de se falar das coisas de Deus. A velha e famosa idéia de que Deus criou o casamento e o Diabo veio e criou o sexo, ainda é muito comum para várias pessoas – principalmente para pessoas de igrejas de linha teológica não definida e arcaica.

Recordo-me certa vez quando ministrei na igreja o memorável capítulo 7 da primeira carta aos coríntios, a euforia das pessoas quando toquei em assuntos delicados – principalmente por eu ser novo e solteiro. Questões como: Sexo antes do casamento, masturbação, a possibilidade ou não do sexo anal e outras inúmeras coisas, são assuntos que não são raros de se conversar no gabinete pastoral. Quantas e quantas vezes fui interrogado e questionado sobre o porquê esperar até o casamento para se ter uma relação sexual; qual era a visão da igreja evangélica sobre o sexo anal; quantas vezes fui questionado sobre a questão da masturbação – e isso com argumentos psicológicos e biológicos. Já ouvi e fui questionado várias vezes. Percebi muito cedo no meu ministério como era importante ter conhecimento nessa área e não ter medo nem receio de abordar esses assuntos, isso de maneira coerente, bíblica e sensata.

A nossa sociedade vive nos extremos, ou vemos as pessoas sem valores éticos, morais e espirituais; ou vemos a ala dos falsos moralistas – esse segundo grupo me preocupa mais. Isso por que eles criam os tabus, principalmente dentro das igrejas.

Não podemos abordar o livro de Cantares de Salomão sem falar de desejo sexual. Sem o desejo de estar junto a união amorosa não pode durar. Nenhuma falta de afeto existe no casal do livro de Cantares. A alegria surge tanto na possibilidade de reencontro (2.8-9), quanto no tempo que passam juntos (2.10-13). Nenhuma das vezes em que um deles busca pelo outro é tratada como algo inconveniente (3.1-4). Eles acreditam que a vida é cheia da plenitude quando estão na presença um do outro ou até mesmo quando se imaginam juntos. Para eles, a ausência do amado é a barreira principal à felicidade na vida.

Uma coisa interessante é que no início deste cântico o Amado toma a iniciativa. É o homem que toma a iniciativa de procurar a mulher, de mostrar interesse e afeto. O “H´´omem é que busca ter a iniciativa. Pessoalmente, não acho interessante a mulher tomar a iniciativa de ir atrás do homem. Estou com Salomão e não abro, o homem é que tem aquele instinto de ir atrás da fêmea, de conquistá-la, de lutar por ela e ter como prêmio o sentimento da mulher que desejou ter como companheira. Acho muito estranho quando a mulher vai atrás do homem. Escutei certa vez uma frase de uma mulher muito experiente na vida que me disse assim: “homem só valoriza o que ele conquista com dificuldade´´. Fiquei pensando e vi que ela em certo sentido tinha razão. Faz parte da natureza do macho ir conquistar a fêmea. Creio que boa parte da falta de valor que as mulheres dizem não ter da parte dos homens, ocorre como resultado e culpa das próprias mulheres em não se valorizarem – não estou generalizando, existe exceções à regra. Qual o homem que gosta de mulher muito dada? Homem gosta de mulher difícil, aquela que é reservada e que vai correspondendo a medida que o homem vai tomando iniciativa. Geralmente esse tipo de mulher é a famosa “oferecida”. Uma verdadeira mulher de Deus não age dessa maneira. Ela sabe dosar e interagir de forma correta com o seu pretendente na fase da conquista sem ser vulgar nem utilizar-se de métodos ou estratégias mundanas. Pois aprendi uma coisa com um pastor muito querido: “uma mulher mundana atrai um homem mundano, e um homem mundano atrai uma mulher mundana”. Nesse caso os opostos não se atraem. Os homens podem deixar seu comentário e afirmar ou negar isso – as mulheres também é claro.

As primeiras duas seções do livro possuem uma utilidade ímpar aos leitores do Antigo Testamento, pois nenhuma outra passagem da Bíblia faz referência à paixão que precede o casamento como estas. Talvez a determinação de Boaz em se casar com Rute sugira a mesma emoção (Rt 3.1 – 4.12), contudo o tom do relato é imensamente moderado em comparação a Cantares 1.2 – 3.5. Elogio, desejo, alegria e impaciência na ausência do outro, precedem o compromisso que não será facilmente abalado e quebrado. No contexto de sabedoria, esses versos indicam como alguém pode começar a evitar a mulher pecaminosa tão vividamente descrita em Provérbios 5.1-6; 7.6-27 e 9.13-18.

Minha pergunta: por qual motivo a igreja evangélica não estuda esse livro na escola dominical ou culto de doutrina? A resposta mais direta e simples é: os pastores e líderes são mal resolvidos teologicamente e pessoalmente em relação a esse assunto. Os pastores não ousam ensinar o que a Bíblia diz acerca do sexo e do desejo sexual. Sabe o que acontece? O MUNDO SE ENCARREGA DE ENSINAR AOS MOLDES DE SATANÁS.

Que Deus nos dê graça para tomarmos a melhor direção na vida sentimental para não cairmos nas ciladas do Diabo e da nossa própria ignorância.

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Neste valioso livro, o autor não tem a intenção de fazer um trabalho hermenêutico nos textos citados como exemplo. Essa não é a proposta do livro. Carson apresenta os vários tipos de falácias que podem ser encontrados em trabalhos de exegese. O autor diz que uma interpretação crítica das Escrituras é aquela que justifica adequadamente os aspectos: lexical, gramatical, cultural, teológico, histórico, geográfico ou outro tipo. Que é importante uma abordagem cuidadosa da Bíblia para nos capacitar à ouvi-la um pouco melhor. Não devemos aplicar ao texto bíblico as interpretações tradicionais que recebemos de terceiros, mas sempre exercer um papel crítico.

O estudo dos erros de interpretação é importante, porém contém seus riscos porque gera um negativismo contínuo é espiritualmente perigoso. O distanciamento, apesar disto, é um componente necessário do trabalho crítico.
Sem dúvidas, é determinante para se entender a Bíblia o desejo e vontade latente de interpretá-la corretamente. Pois quando falamos de Bíblia, não estamos falando de um livro qualquer. É preciso esforço para interpretar e explicar a palavra de Deus com clareza.

Antes de ler este livro já tinha uma idéia parecida da citação (pg. 16) que fala das formulações teológicas contraditórias entre os chamados “evangélicos”, onde se vê de tudo, das doutrinas mais simplórias às mais “sofisticadas”, porém muitas absurdas. Tudo isto por falta da aplicação correta da exegese por parte de alguns ou até por má-fé por parte de outros.
Após a leitura obtive uma visão do que é exegese. Aprendi que exegese é a “arte” de interpretar as escrituras da melhor forma, completa e exaustivamente, enquanto que hermenêutica diz respeito às ferramentas utilizadas ao exercício de exegese.

Achei interessantes os aspectos apontados pelo autor sobre os erros encontrados em diversas exegeses. Dentre eles me chamaram a atenção:
1) Obsolescência semântica: Significado de uma palavra que foi diferente em outra época. Ex. Pedagogo: escravo x professor; 2) Fontes Duvidosas: Utilizar pesquisas insuficientes e dando créditos alheios sem a devida verificação das fontes originais; 3) Erros lógicos: Inobservância das leis fundamentais da lógica, as quais são universalmente verdadeiras, tais como a lei da não-contradição e a lei do termo médio excluído; 4) Falácia baconiana que submete o historiador à uma busca de um objeto impossível por meio de um método impraticável. Destaca que é fundamental não deixarmos de reconhecer nossas próprias suposições, indagações, interesses e preconceitos, mas admitindo todos estes e dialogando com o texto, procurando fazer concessões para evitar confusão de nossa própria cosmovisão com as dos escritores bíblicos; 5) Distinção entre figurado e literal: “Deus deve ter um corpo, pois o texto fala do poderoso braço direito de Deus”.

O principal que aprendi foi sobre a necessidade de reconhecer a própria bagagem de convicções que cada um de nós traz consigo, especialmente aquelas herdadas, para não deixar interferir num distanciamento necessário do texto. Sempre exercer a crítica e esgotar inteiramente todos os meios disponíveis de consulta e interpretação, com imparcialidade e posturas que sejam baseadas em convicções exegéticas.

CARSON, Donald A. Os Perigos da Interpretação Bíblica. 2. ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 2001.

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1- DADOS ESTATÍSTICOS DA NAÇÃO

A) ORIGEM
A história da Coreia do Norte começa quando acaba a Segunda Guerra Mundial, em 1945. Neste ano os japoneses foram expulsos da península coreana e forças soviéticas e estadunidenses ocuparam a área. Os soviéticos estabeleceram-se ao norte do paralelo 38 e os estadunidenses ao sul. Formaram-se dois países divididos que reclamavam o direito sobre toda a península, cada um proclamando ser o legítimo representante do povo coreano. A paz se mantinha fragilmente e em 25 de junho de 1950 a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul e deu início a uma grande guerra, envolvendo China e União Soviética de um lado e os EUA do outro. Em 27 de julho de 1953 foi assinado um armistício entre o comandante do exército norte-coreano e um representante da ONU, criando uma zona desmilitarizada entre os dois países.
Um regime de partido único tal qual o soviético foi implantado no país e tem sido assim até hoje. A Coreia do Norte apresentava bons índices de desenvolvimento econômico e industrial durante todo o terceiro quarto do século XX, graças à ajuda da URSS e ao cenário econômico mundial, mas a partir da crise do petróleo que surgiu nos anos 1970 o país sucumbiu diante da modernização tecnológica e econômica dos países capitalistas e não mais conseguiu se reerguer. Hoje depende freqüentemente de ajuda humanitária e apresentou, em 1995, um IDH com o Coeficiente de Gini no valor de 0.766, similar ao da China nos dias atuais, e superior ao IDH do Brasil na época. Mas o país, que passa por crises sociais graves busca acordos multilaterais para se re-erguer. Em 1994 morreu Kim Il-sung, que governara o país desde 1948. Seu filho, Kim Jong-il, assumiu o comando do partido dos trabalhadores norte-coreano em 1997, e seguindo a linha do pai, opõe-se à abertura econômica do país, inflando gastos com o setor militar, possivelmente para barganhar algo dos inimigos políticos.

B) LOCALIZAÇÃO

A Coreia forma uma península que se estende cerca de 1 100 km a partir do continente asiático. Para oeste é ladeada pelo mar Amarelo (a que os coreanos chamam mar Oriental) e pela baía da Coreia, e para o leste é banhada pelo Mar do Leste(mar do Japão). A península termina no estreito da Coreia, e no mar da China Meridional (a que os coreanos chamam mar do Sul), no sul. A parte norte da península, incluindo a Coreia do Norte, tem um terreno composto principalmente por colinas e montanhas, separadas por vales profundos e estreitos, a norte e a leste, e planícies costeiras principalmente a oeste. O ponto mais elevado da Coreia é o Paektu-san, com 2 744 m. Os rios principais são o Tumen e o Yalu, que desenha a fronteira norte com a Manchúria chinesa.
O clima é relativamente temperado, com a precipitação mais forte no verão, durante uma curta estação chuvosa chamada jangma, e invernos que podem ser por vezes muito frios. A capital e maior cidade da Coreia do Norte é Pyongyang, e as outras cidades importantes são Kaesong no sul, Sinuiju no noroeste, Wonsan e Hamhung no leste e Chongjin no norte.

C) ECONOMIA
A Coreia do Norte tem uma economia planificada de estilo soviético. As relações económicas com o exterior são mínimas e o país recebe ajuda alimentar da ONU. Relatos de melhoras económicas estão associadas às novas alianças estratégicas e a incrementação das transações com a China. Actualmente, 80% da energia e 20% dos alimentos são procedentes da China. As principais actividades são a indústria pesada e a agricultura. Contudo, após o fim da URSS, e depois de consecutivas más colheitas, a economia parou de crescer.

D) CULTURA

A cultura contemporânea da Coreia do Norte é baseada na cultura tradicional da Coreia, mas desenvolvida desde o estabelecimento da Coreia do Norte em 1948. Os coreanos são aptos a desenvolver uma cultura única, enquanto adotam e influenciam culturas vizinhas por 3.000 anos.
A população da Coreia do Norte é uma das populações mais homogéneas do mundo, étnica e linguisticamente, incluindo apenas pequenas comunidades chinesas e japonesas. A língua coreana não faz parte de nenhuma família linguística maior, embora se investiguem possíveis ligações ao japonês e às línguas altaicas. O sistema de escrita coreano, chamado Hangul, foi inventado no século XV pelo rei Sejong, o Grande para substituir o sistema de caracteres chineses, conhecidos na Coreia como Hanja, que já não estão em uso oficial no Norte. A Coreia do Norte continua a usar a romanização McCune-Reischauer do coreano, contrastando com o Sul que reviu a romanização no ano 2000.
A Coreia tem uma herança budista e confucionista, com comunidades cristãs e do Chondogyo tradicional (a “Via Celeste”). Pyongyang, a capital da Coreia do Norte, era o centro de actividade cristã antes da Guerra da Coreia.

E) PROBLEMAS GOVERNAMENTAIS

Atualmente, a Coreia do Norte é um Estado comunista controlado ditatorialmente por um homem – o presidente Kim Jong-Il. Em setembro de 2008, Kim Jong-Il não compareceu a um importante desfile militar. Surgiram boatos de que ele estaria enfermo, e especulou-se sobre quem seria seu sucessor. No entanto, o presidente reapareceu em público, reafirmando seu poderio. O dirigente comunista norte-coreano Kim Jong-Il foi eleito por unanimidade para o Parlamento na eleição de 8 de março de 2009. Ele teve 100% dos votos.
O país tem sido profundamente marcado por um “culto à personalidade” que elevou o falecido ditador King Il-Sung, pai de Kim Jong-Il, à posição de deus.
O governo utiliza severos controles para incutir essa ideologia sobre cada cidadão, que inclui o culto a Kim Il-Sung e a seu filho Kim Jong-Il, o atual presidente. Todas as religiões contrárias a esta ideologia são proibidas. A nação permanece fechada para o mundo exterior, porém as dificuldades econômicas e a fome crescente geraram alguma abertura, especialmente para ministérios de cunho social. Mais da metade da força de trabalho (64%) atua na indústria e serviços.
Apesar de alguma modernização, a fome ainda é um problema social. Problemas sistemáticos, como a ausência de solo cultivável, a existência de fazendas coletivas e a falta de tratores e combustível, têm levado a Coreia do Norte a uma sequência de períodos de escassez de alimento iniciada em 1996.

F) PROBLEMAS SÓCIO-CULTURAIS

Atualmente, a Coréia do Norte é um Estado comunista controlado ditatorialmente por um homem – o presidente Kim Jong Il. A nação permanece fechada para o mundo exterior, porém as dificuldades econômicas e a fome crescente geraram alguma abertura, especialmente para ministérios de cunho social.
A economia norte-coreana é pobre e o trabalhador ganha em média apenas US$ 900 por ano. Mais da metade (64%) da força de trabalho atua na indústria e serviços. Quase 100% da população é alfabetizada e tem acesso à educação. Apesar de alguma modernização, a fome ainda é um problema social. Problemas sistemáticos, como a ausência de solo cultivável, a existência de fazendas coletivas e a falta de tratores e combustível, têm levado a Coréia do Norte a uma seqüência de períodos de escassez de alimento.
As enchentes que ocorreram no verão de 2006, seguidas pelo tempo seco do outono, iniciaram o 13º ciclo de fome. Há abertura para organizações humanitárias atuarem a fim de aliviar a fome da população. Mas, apesar disso, a população continua mal nutrida – 36% dela é subnutrida. Isso acontece parcialmente por causa da corrupta liderança das forças militares. Eles interceptam muitas cargas de alimento e desviam-na aos seus solda dos. O próprio presidente Kim Jong Il disse,
certa vez, que só precisa que 30% da população sobreviva. Quase 70% da população não professa nenhuma religião. O restante segue crenças asiáticas como xamanismo, confucionismo ou budismo.

2- HISTÓRICO DA ATUAÇÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA FACE ÀS BARREIRAS ENCONTRADAS.
Vivendo em meio a um regime ditatorial, que comanda o país há cerca de 60 anos, a maioria dos jovens da Coréia do Norte nunca ouviu as palavras “Deus” ou “Jesus Cristo”. A impressionante informação explica-se pelo fato de que qualquer tipo de religião é proibida pelo regime de governo daquele país asiático. A população é forçada a adorar, como deuses, a personalidade do presidente do país, Kim Jong II, e de seu falecido pai, Kim Il-Sung. Os que não prestam o “culto personalista” são perseguidos freqüentemente de forma brutal e violenta. Além disso, qualquer pessoa que se ocupar de atividade missionária, seja qual for o tipo, receberá tratamento semelhante. Tanto que a Coréia do Norte aparece no topo de um ranking mundial, elaborado pela Portas Abertas Internacional, uma agência missionária interdenominacional, de países considerados mais fechados à pregação do Evangelho.
Em 2005, a Comissão Norte-Americana sobre Liberdade Religiosa Internacional reportou que “não há praticamente nenhuma liberdade individual na Coréia do Norte e nenhuma proteção aos direitos humanos universais”. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Coréia foi dividida em dois países, com o Norte sob as regras comunistas e o Sul sob influência do oeste. Muitas famílias foram divididas. Antes da instalação do Regime Comunista em 1945, a Coréia do Norte era um centro de reavivamento cristão; Pyongyang, a capital do país, já foi conhecida como “a Jerusalém do leste”.
No entanto, todos os cidadãos que nasceram depois de 1945 não desfrutaram mais da liberdade que havia antes. Pelo contrário: o Regime Comunista reprimiu fervorosamente os cristãos e usou muitas crianças para “delatarem informalmente” as práticas cristãs de seus pais. Com o fim da guerra coreana, em 1953, aproximadamente 300 mil cristãos desapareceram no Norte. Atualmente, há quatro igrejas na cidade – duas protestantes, uma católica e outra ortodoxa, mas são basicamente “igrejas de fachada”, servindo à propaganda política. INFELIZMENTE, mão existe um missionário sequer no país. Nas agências missionárias consultadas nessa pesquisa, não consta oficialmente o registro de nenhum envio para aquele país.
A igreja na Coréia do Norte foi onde nasceu o reavivamento coreano, Pyongyang era conhecida como “Jerusalém do Oriente´´. Mas a maioria dos cristãos fugiu para o sul durante a guerra da coréia ou foi martirizada e as igrejas demolidas. Pouco se sabe sobe a atuação da igreja na Coréia hoje; somente que ela tem sobrevivido em meio a um grande sofrimento.

3- RELATO SOBRE O NÍVEL DE PERSEGUIÇÃO SOFRIDA PELA IGREJA CRISTÃ NO PAÍS.
A perseguição aos cristãos foi intensa durante o período de dominação japonesa, especialmente devido à pressão exercida pelos domina dores para a adoção do xintoísmo como religião nacional. Desde a instalação do regime comunista, a perseguição tem assumido várias formas. Em um primeiro momento, os cristãos que lutavam por liberdade política foram reprimidos. Depois, o governo tentou obter o apoio cristão ao regime, mas como não teve êxito em sua tentativa, acabou por iniciar um esforço sistemático para exterminar o cristianismo do país. Edifícios onde funcionavam igrejas foram confisca dos e líderes cristãos receberam voz de prisão. Ao serem derrota dos na Guerra da Coréia, soldados norte-coreanos em retirada freqüentemente massacravam cristãos com a finalidade de impedir sua libertação.
Ser cristão é perigoso na Coréia do Norte – por isso o país ocupa, pelo sexto ano consecutivo, a primeira posição na Classificação de países por perseguição. O Estado não hesita em torturar e matar qualquer um que possua uma Bíblia, esteja envolvido no ministério cristão, organize reuniões ilegais, ou até que tenha contato com cristãos (na China, por exemplo). Os cristãos que sobrevivem às torturas são envia dos para os campos de concentração. Lá, as pessoas recebem diariamente alguns gramas de comida de má qualidade para sustentar o corpo que trabalha por 18 horas. A menos que aconteça um milagre, ninguém sai desses gigantes campos com vida.
Em setembro de 2007, a revista Newsweek destacou o drama dos cristãos norte-coreanos. Um desertor, Son Jongnam, converteu-se quando fugiu para a China, onde conheceu um grupo de missionários cristãos. Após certo tempo, ele voltou ao seu país como missionário. Lá, foi detido e acusado de ser espião. Atualmente, ele está no corre dor da morte em Pyongyang. Son cresceu em boas circunstâncias por ser filho de um alto oficial. De acordo com a Newsweek, a esposa dele, grávida, perdeu o bebê depois de ter sido espancada durante um interrogatório na Coréia do Norte , por ter criticado o controle de alimentos de Kim Jong-Il.
Desde o final do século 19, cerca de cem mil norte-coreanos mantêm a fé cristã clandestinamente, segundo cálculos da Newsweek. Até mesmo Kim Il-Sung, o primeiro ditador da Coréia do Norte, falecido recentemente, veio de uma família cristã devota.
De acordo com missionários, os cristãos norte-coreanos mantêm suas Bíblias enterradas nos quintais, embrulhadas em plásticos. Alguns pastores na China oram por doentes e pregam através de interurbanos feitos por telefone celular, segundo a reportagem. Tudo isso num intervalo de tempo que vai de cinco a dez minutos. Os “cultos telefônicos” têm de ser rápidos, e muitas vezes são interrompidos bruscamente, porque a Coréia do Norte usa rastreadores para localizar os telefones.

4- PARALELO CONCLUSIVO ENTRE A IGREJA PERSEGUIDA E A NOSSA REALIDADE ATUAL.

Em um país como o Brasil, onde se joga comida fora, que tem uma igreja em cada esquina, a literatura evangélica é vendida livremente e é constitucionalmente considerado (pelo menos na teoria) um país laico; deveríamos fazer jus a esses benefícios expandir o evangelho e melhorar o conteúdo de vida social dos brasileiros. Em contra partida a isso, na Coréia do Norte mais de 3 milhões de pessoas já morreram de forme entre 1994 à 2000. O estado estoca alimentos para os militares mas deixa o povo morrer de fome. Muitas pessoas já chegaram a cometer práticas canibalistas para sobreviver. Muitos crentes não tem como sustentar as suas famílias e dependem da provisão diária de Deus através das juntas missionárias que enviam alimentos para algumas igrejas; isso porque o estado permite, pois nada além disso é permitido, Bíblias, folhetos, livros evangélicos e os próprios missionários são barrados e impedidos de cruzar a fronteira. Enquanto isso, nossas igrejas e irmãos estão preocupados com o ar condicionado do gabinete pastoral, cadeiras acolchoadas, templos faraônicos e igrejas de luxo.
A liberdade religiosa no Brasil deveria impulsionar um cristianismo mais vivo e dinâmico, mas não é isso que se tem visto no cenário protestante contemporâneo. Enquanto na Coréia muitos crentes precisam enterrar sua Bíblia no quintal (quando tem uma Bíblia), para não serem presos e torturados pelos repressores coreanos; aqui no Brasil o amor pela palavra tem esfriado. Muitas igrejas fecharam suas escolas bíblicas dominicais pois os membros não vão ao culto de estudo bíblico. Um verdadeiro mercado de Bíblias para todos os gostos, mas um profundo desapego a palavra. Alguns chegam clamar por uma perseguição, será que teremos que passar por isso para valorizar aquilo que nossos irmãos coreanos tanto querem e não podem desfrutar?

5- SUGESTÕES PARA AUXÍLIO À IGREJA NA CORÉIA DO NORTE

a) Existe os meios de comunicação na Coréia que ainda abrem pequenas brechas para a pregação do evangelho devido a liberdade de impressa (embora que seja muito pouca). Profissionais formados em comunicação tem livre acesso a esse país, essa é uma forma de ajudar a levar conforto aos corações dos irmãos que estão desfalecendo devido as perseguições.
b) Outra brecha encontrada para se entrar na Coréia, é através da China. Os homens de negócios oriundos da China, tem livre acesso ao país, a Coréia permite os Chineses entraram para aumentar as fontes de capitação de recursos. Assim, uma da formas de levar ajuda à igreja desse país é investir e missionários chineses, visto que os chineses são bem visto nesse país e não são incomodados nem interceptados no aeroporto nem os seus vistos são negados. É muito difícil até revistarem a bagagem de um passageiro que seja da china.
c) Envio de alimento através da ONU, visto que essa é uma das poucos formas oficiais de se introduzir alguma coisa nesse país para os irmãos necessitados.
d) Usar a linhas telefônicas próprias para promover acompanhamento espiritual e psicológico aos irmãos que sofrem perseguição. Já é usado esse método neste país, mais ainda é muito fácil dos militares interceptarem essas ligações, visto que os telefones usados são públicos e as ligações não tem sigilo algum. Só a igreja tendo no mínimo 2 telefones particulares por áreas onde as igrejas estão instaladas, ajudariam os membros a se ajudarem por meio da conversa e cultos diários pelos telefones.

6- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

JOHNSTONE, Patrick; MANDRYK, Jason. Intercessão Mundial. Camanducaia: Horizontes, 2003.

TUCKER, A. Ruth. Até os Confins da Terra. São Paulo: Edições Vida Nova, 1986

http://www.jmm.org.br/index.php

http://www.portasabertas.org.br/paises/

http://www.jocumponta.com.br

Enciclopédia eletrônica Wikipédia

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