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Posts Tagged ‘Missões’

“Atravessaram a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia; e tendo chegado diante da Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu.  Então, passando pela Mísia, desceram a Trôade. De noite apareceu a Paulo esta visão: estava ali em pé um homem da Macedônia, que lhe rogava: Passa à Macedônia e ajuda-nos.  E quando ele teve esta visão, procurávamos logo partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho´´ (Atos 16:6-10)

Modern cadeado em uma porta de madeira velha Antioquia da Pisídia, o centro da religião Frígia, também ficava muito perto da fronteira da província da Ásia. Era natural, portanto, que os olhos dos missionários se voltassem em direção ao sudoeste, para a via que levava a colossos (cerca de 240 km) e depois para Éfeso, que ficava no litoral – praticamente a mesma distância. De fato, parecem ter percorrido um trecho dessa estrada, mas de alguma forma não definida, o Espírito Santo os impediu de pregar a Palavra na Ásia (v. 6). Com a rota sudoeste bloqueada, eles se voltaram para o norte, até defrontarem Mísia, que não era uma região administrada pelos romanos, mas sim um nome antigo para uma antiga região no extremo norte da Ásia Menor. Aqui, tentaram continuar pelo norte até chegar à Bitínia, a província situada no litoral sul do Mar negro, incluindo cidades como Nicéia e Nicomédia. Contudo, novamente, de alguma forma que Lucas não informa, o Espírito de Jesus não o permitiu (v.6).

Aprendemos com isso que missões se faz na direção do Espírito Santo. Muitas vezes as juntas missionárias , os departamentos de missões e os próprios pastores, decidem ir para um lugar mas não oram pedindo a direção do Espírito Santo. É ele que sabe o lugar certo para se fazer missões. Temos que depender do Espírito de Jesus na obra missionária. Assim eles contornaram Mísia, depois de terem viajado muito eles chegam até o porto de Trôade (v.8), no Egeu, perto do que chamamos de Dardanelos. Certa noite em Trôade, Paulo teve uma visão na qual viu um homem macedônico em pé que lhe rogava, em alguma postura de apelo, talvez acenando, dizendo: passa à Macedônia e ajuda-nos (v.9).

Uma coisa que chama a minha atenção é de como Deus é soberano. Deus não abre mão dos seus eternos propósitos. A sua vontade soberana era que a junta missionária descesse à Macedônia, e a vontade humana não pode frustrar os planos do soberano Deus. O que realmente sabemos é que na manhã seguinte, Paulo contou a sua visão aos seus companheiros, que juntos discutiam o seu significado e suas implicações, concluindo que Deus estava chamando cada um deles para pregar o evangelho para os macedônios. Assim, procuraram partir imediatamente […], […] para aquele destino (v.10).

Uma direção lhes é proibida, a outra se lhes abre; de um lado o Espírito fala ”não vá”, do outro ele diz “venha”. Da mesma forma quando Willian Carey planejava ir para a Polinésia, nos mares do sul, mas Deus o queria na Índia. Judson foi primeiro para a Índia, mas depois foi guiado para a Birmânia. Linvingstone tentou ir para a China, mas Deus o enviou para África. Só dependendo do Senhor podemos receber a direção correta na obra missionária e em qualquer área da nossa vida. Digno de nota é a forma que eles chegam a interpretação da visão. Primeiro veio a dupla proibição, obstruindo de alguma forma o seu caminho para a Ásia e a Bitínia, levando-os a Trôade, cujo porto ficava de frente para Macedônia, ao oeste. Isso foi seguido por uma visão noturna que pedia a ajuda de Paulo. Essas circunstâncias serviram de base para a discussão deles, que perguntavam a si mesmo e uns aos outros, o significado dessas coisas. Eles então juntaram as informações, o negativo (o bloqueio em relação a Ásia e a Bitínia), e o positivo (o apelo do macedônio), e concluíram que, através das diversas experiências, Deus os estava chamando para a Macedônia para “ajudar”, ou seja, para pregar o evangelho ali. Disso podemos aprender que a orientação de Deus não é só positiva, mas também negativa (algumas portas se fecham, para outras se abrirem); não é só circunstancial, mas racional (devemos pensar na nossa situação); não é só pessoal, mas também conjunta (precisamos compartilhar os dados com os outros, para que possamos meditar juntos sobre a questão e chegar a uma conclusão comum). O fato é que o verbo grego “Yimbibazo“, que aparece no verso 10, é traduzido por “concluindo. Significa literalmente: “juntar, encaixar mentalmente, inferir algo a partir de uma variedade de dados“.

A palavra grega nos revela que houve uma junção de dados e informações que depois de serem ponderadas e analisadas, resultou em uma conclusão. Como este texto é rico para nossas vidas! É como se Deus estivesse deixando pistas da sua vontade para os missionários que estavam com Paulo. Foi exatamente isso que eles fizeram. Se juntaram e começaram a analisar os eventos. Houve uma reflexão, algo racional em cima das informações e acontecimentos. Depois de analisarem bem tudo que aconteceu, chegaram à conclusão que aquele caminho não era da vontade de Deus. Alguém poderia dizer: “como não é da vontade de Deus que nós evangelizemos aquela cidade?”.  Lógico que a vontade de Deus é que todas as cidades sejam evangelizadas. Mas Deus é soberano, Ele sabe o lugar certo, para a pessoa certa, evangelizar na hora certa; e não era hora de ir para Ásia, mas sim, para Macedônia.

Podemos aplicar esse texto não só no âmbito missionário, mas também para todas as áreas da nova vida. Certamente você já viveu algo parecido, ou está vivendo agora. Talvez você esteja passando por um momento onde parecia estar indo rumo à vontade de Deus; no entanto, as barreiras se ergueram na sua frente. Tudo começou a dar errado. Nessa hora reclamamos e ficamos chateados com Deus. Porque algo que parece tão da vontade do Senhor está dando errado? Dizemos: “estou fazendo tudo certo e conforme a Palavra de Deus, estou em santidade e servindo-o. Porque os caminhos estão sendo bloqueados? Talvez seja uma das suas perguntas nesse momento.

Você parou para pensar que Deus pode estar bloqueando esse caminho que  você está, ou estava indo, por saber que você não iria para outro caminho por sua própria escolha? Ele sabe que sem a sua ajuda, você estaria indo pelo caminho errado e está querendo te orientar e ajudar como um pai ajuda o seu filho.  O emprego que você insiste em um determinado lugar e parece que dá tudo errado; o namoro que parecia que era de Deus e chegou ao fim; o ministério que você achava que era o seu e Deus te barrou e te colocou em outro; o curso que você já tentou passar e parece que sempre dá tudo errado e você não consegue entrar. O Espírito de Jesus pode está fechando esse caminho para te abrir outro que seja da vontade Dele. Hoje choramos e sofremos quando ele nos impede de fazer algo que achamos ser o melhor para nós. Mas a verdade é que não sabemos nem o que é melhor para nós. Ele sim, Cristo sabe o que é melhor para nós, e se for preciso ele vai te barrar o caminho e não permitirá que você siga avante para um futuro que não seja o que ele planejou para sua vida.

Por fim, os missionários aprenderam várias lições nessa segunda viagem missionária. Aprenderam lições como: aceitar a direção de Deus, dependência, a soberania de Deus na missão; e a buscar a revelação de Deus em comunhão uns com os outros. Fique atento aos fatos, depois dessa reflexão, quando as coisas começarem a dar errado pergunte-se: “será que Cristo está me barrando e impedindo meu caminho para que eu possa ir em outra direção?”. Que Deus nos dê graça para escolhermos sempre a sua vontade e direção para as nossas vidas.

 

 

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O Fervor Missionário da Igreja ante a Pluralidade Religiosa do Brasil – Atos 17:16-34.

 

 

É bem conhecido na sociologia da religião o conceito de “sincretismo religioso”, que se aplica muito bem ao Brasil, e que significa mistura, mescla, síntese de tradições religiosas, superposição de doutrinas e entidades espirituais (santos, deuses, guias) de diferentes religiões. Assim, o sincretismo mais conhecido foi o que praticaram os negros escravos dissimulando seus orixás com os santos católicos.
Como bem disse o Doutor Hernandes Dias Lopes: “ o Brasil é um caldeirão não só racial, mas religioso também´´. O pano de fundo religioso desse país é o catolicismo europeu, o espiritismo kardecista da França, os cultos Afros e o misticismo indígena.  Como se não bastasse, as religiões orientais dividem espaço largo com sociedades secretas e comunidades esotéricas.
Essa semana vi na televisão um líder religioso defendendo a pluralidade religiosa, que deveríamos olhar para religião do vizinho como uma opção, como sendo mais uma que nos levará ao mesmo destino. O Brasil é um país onde 99% da população (segundo pesquisa da revista Veja) crê em Deus ou deuses.
A princípio, olhando de fora, o brasileiro é um povo que conhece Deus. Afinal de contas, até o Papa disse: “Se Deus é brasileiro, o Papa é carioca´´. Essa frase mostra como a religiosidade brasileira é bem vista internacionalmente. Os antropólogos chamam a pluralidade religiosa brasileira de cultura; os sociólogos chamam de movimento social; a psicologia de necessidade natural; mas a Bíblia chama isso de PECADO.
No entanto, a pluralidade não guerreia só nos campos de batalha da religião; ela tem um aliado chamado RELATIVISMO. Este nos ensina que não existe absolutos, tudo é relativo. A religião certa para mim pode não ser para voce; isso para voce é pacado, para mim não, tudo é relativo. Isso ocorre porque onde existe pluralismo, existe também relativismo.
A força motriz do relativismo é o pragmatismo. Esta doutrina filosófica, seguida por milhões de pessoas no mundo todo, ensina-nos a seguir não a verdade, mas o que dá certo. O pragmatismo não está interessado no que é verdadeiro, mas no que funciona. Eis aí um dos graves problemas de evangelizar o Brasil; o brasileiro gosta do que funciona, do caminho mais fácil e, quando não consegue, ele tenta dá o seu jeitinho, o jeitinho brasileiro.
Por que eu disse que é um dos graves problemas do Brasil? Porque além de termos que evangelizar o Brasil descrente, temos que evangelizar o Brasil evangélico. Porque os evangélicos estão cada vez mais pragmáticos e místicos. Sabe por que isso é um problema grave? Porque um crente pragmático é um semi-evangélico, pregando um semi-evangelho. O evangelho do sal grosso, da rosa ungida, o evangelho da campanha da arca da aliança. Esse tipo de crente é um  problema porque não são missionários. Eles precisam ser evangelizados, pois alguém já disse que quem não evangeliza precisa ser evangelizado. Charles Spurgeon pregador do século 18 disse: “todo crente é um missionário, ou um impostor´´.
Diante da situação do nosso Brasil, qual tem sido o sentimento missionário da igreja do Senhor? Precisamos olhar para o texto e observar Paulo em Atenas.

Pela primeira vez Paulo está na capital da filosofia, da arte, das grandes construções; ele tinha acabado de chegar do norte da Beréia pelo mar com seus amigos que agora já tinham voltado e o deixaram só em Atenas. A cidade estava cheia de ídolos. Atenas era conhecida por ter mais ídolos que o resto da Grécia. Petrônio calculou que existiam 30 mil deuses nas ruas e prédios públicos.
v. 18-21: Os estóicos e epicureus ouviram Paulo e disputavam com ele. Os filósofos reconheceram que Paulo estava pregando uma doutrina nova e estranha. Em vez de assimilar a nova doutrina, eles perceberam que era bem diferente das idéias deles.
Os epicureus eram ateus e materialistas. O propósito deles era livrar o homem do medo dos deuses através da negação da sua realidade. Eles negavam a vida depois da morte (e o juízo final) e devem ter ficado escandalizados com a noção da ressurreição. Segundo os epicureus, a realidade última consiste apenas em matéria composta de átomos. Os deuses eram simplesmente símbolos.
Os estóicos eram panteístas. Eles acreditavam que o logos,ou Deus, era uma energia que permeava tudo e que dava ordem e estrutura ao universo. O logos guiava a sorte dos homens e tudo que acontecia além da vontade do homem não podia ser mudado. Portanto, os homens não devem se preocupar com as coisas além do seu controle, mas devem aceitá-las sem ficar perturbados. O que será, será. Eles acreditavam na unidade da humanidade e na paternidade de Deus.
Os filósofos chamavam Paulo de “paroleiro” (spermologoi) que quer dizer vagabundo ou uma pessoa que não presta. Obviamente eles não respeitaram a doutrina de Paulo, mas pelo menos eles estavam abertos para ouvir mais sobre ela. Daí, eles o levaram para o Areópago.
v. 23: O Deus desconhecido. Era muito comum eles terem altares aos deuses desco- nhecidos, para o caso de um deus ficar irado por não ter recebido sacrifícios. Paulo não identificou o Deus verdadeiro com nenhum dos deuses gregos, mas com franqueza disse que eles estavam ignorantes desse Deus. O propósito de Paulo foi anunciar este Deus. O que segue, pois, deve ser entendido como uma exposição do verdadeiro Deus. Paulo não adaptou o seu conceito de Deus às idéias dos filósofos, mas colocou perante eles a antítese completa entre o paganismo e o cristianismo. O discurso é um ataque frontal contra a cosmovisão grega. Toda a exposição leva alguns a crerem e outros a zombarem.

Portanto, estou certo em afirmar que o fervor missionário deve ser evidenciado diariamente em meio à pluralidade religiosa afim de que o Deus verdadeiro seja conhecido. Mas, diante do texto de Atos, quais são as posturas que uma pessoa que tem o fervor missionário evidencia? Vejamos algumas.

Primeiro, uma percepção da realidade espiritual local. “Em face da idolatria dominante […]´´ (V.16). Paulo poderia ter visitado os maiores pontos turísticos da época. A acrópole, a ágora. Mas nada disso impressionou, o que ele percebeu foi a idolatria dominante. Lucas usa o adjetivo “Kateidolos´´ e não aparece em nenhum lugar no novo testamento nem em nenhuma outra literatura grega e dá a idéia de sob os ídolos, debaixo deles. O prefixo “kata´´ dá a ideia um crescimento luxuoso. É como se Paulo tivesse vendo os ídolos crescendo como uma floresta e sufocando a cidade sem ninguém perceber.

Segundo, um sentimento de reação diante da idolatria e rebeldia contra o Senhor. “O seu espírito se revoltava…´´ (v. 16). O verbo grego paroxyno, de onde vem a palavra paroxismo, tinha uma conotação médica e se referia a uma pessoa que tinha um ataque epilético.  Também significa: provocar, irritar, estimular. Paulo se sentiu agredido, provocado, indignado pela idolatria como próprio Deus se sente, e pela mesma razão: a glória e a honra do  nome de Deus. O antigo testamento chama esse sentimento de ciúme.  A ira de Paulo é pela sua aversão a idolatria que é dá glória a demônios no lugar do criador. Isso deixava Paulo como alguém que estivesse tendo um ataque epilético, mas também o motivava a pregar o evangelho aos idólatras de Atenas, esse sentimento deve nos motivar também irmãos. Pensando assim disse HENRY MARTYN na Pérsia mulçumana no início do século 19: “Eu não suportaria viver se Cristo não fosse glorificado; seria um inferno para mim, se ele fosse sempre desonrado.

Em terceiro lugar, uma pessoa que tem o fervor missionário  evidencia a proclamação do evangelho como fonte de libertação (Vs. 17-18).  A reação de Paulo diante da idolatria não foi de jogar as mãos para cima e ficar se lamentando e chorando. Ele prega a palavra.

a)    Primeiro, na sinagoga entre judeus, e para gentios tementes a Deus. Podemos comparar a evangelizar na igreja.

b)    Depois na ágora, praça que servia como mercado e encontro para conversas e debates. Podemos comparar com uma esquina, uma praça, uma feira, uma quadra de esportes. Precisamos de evangelistas poderosos que são capazes de fazer amizades com as pessoas a fim de pregar o evangelho.

c)    Em terceiro lugar vemos Paulo pregando no areópago, que o mais próximo que encontramos seria uma universidade; o lugar onde encontramos as melhores cabeças do país. O Brasil precisa de mentes dedicadas a Deus, ao estudo das escrituras. Não só ao estudo, mas também de escritores, pensadores, dramaturgos, artistas, atores. Uma diversidade de pessoas que possam usar seus talentos para pregar o evangelho. Assim podemos lutar contra o pluralismo religioso  desse país e do mundo.

Em quarto lugar, uma pessoa que tem o fervor missionário  evidencia o conhecimento do Deus vivo e verdadeiro aos que não conhecem a Deus (Vs. 19-21). Paulo faz isso em 5 aspectos:

A)   V. 24 –  Deus é criador do universo.

B)   V. 25 – Deus é o mantenedor da vida.

C)   V. 26-28a – Deus é o governador de todas as nações.

D)   V. 28b-29 – Deus é o Pai de todos os seres humanos.

E)   V. 30-31 – Deus é o Juiz do mundo.

Portanto, será que o mesmo sentimento que fez Paulo abrir a boca e proclamar o evangelho está em nós? Temos que pensar nas palavras de James S. Stewart, quando disse: “Nenhum homem está verdadeiramente despertado, se não desenvolveu um horizonte supranacional em seu pensamento. Nenhuma igreja é mais do que água represada de caráter pietista, a não ser que, em primeiro lugar, sempre e fundamentalmente seja uma igreja dedicada a missões. ´´

 

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1- DADOS ESTATÍSTICOS DA NAÇÃO

A) ORIGEM
A história da Coreia do Norte começa quando acaba a Segunda Guerra Mundial, em 1945. Neste ano os japoneses foram expulsos da península coreana e forças soviéticas e estadunidenses ocuparam a área. Os soviéticos estabeleceram-se ao norte do paralelo 38 e os estadunidenses ao sul. Formaram-se dois países divididos que reclamavam o direito sobre toda a península, cada um proclamando ser o legítimo representante do povo coreano. A paz se mantinha fragilmente e em 25 de junho de 1950 a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul e deu início a uma grande guerra, envolvendo China e União Soviética de um lado e os EUA do outro. Em 27 de julho de 1953 foi assinado um armistício entre o comandante do exército norte-coreano e um representante da ONU, criando uma zona desmilitarizada entre os dois países.
Um regime de partido único tal qual o soviético foi implantado no país e tem sido assim até hoje. A Coreia do Norte apresentava bons índices de desenvolvimento econômico e industrial durante todo o terceiro quarto do século XX, graças à ajuda da URSS e ao cenário econômico mundial, mas a partir da crise do petróleo que surgiu nos anos 1970 o país sucumbiu diante da modernização tecnológica e econômica dos países capitalistas e não mais conseguiu se reerguer. Hoje depende freqüentemente de ajuda humanitária e apresentou, em 1995, um IDH com o Coeficiente de Gini no valor de 0.766, similar ao da China nos dias atuais, e superior ao IDH do Brasil na época. Mas o país, que passa por crises sociais graves busca acordos multilaterais para se re-erguer. Em 1994 morreu Kim Il-sung, que governara o país desde 1948. Seu filho, Kim Jong-il, assumiu o comando do partido dos trabalhadores norte-coreano em 1997, e seguindo a linha do pai, opõe-se à abertura econômica do país, inflando gastos com o setor militar, possivelmente para barganhar algo dos inimigos políticos.

B) LOCALIZAÇÃO

A Coreia forma uma península que se estende cerca de 1 100 km a partir do continente asiático. Para oeste é ladeada pelo mar Amarelo (a que os coreanos chamam mar Oriental) e pela baía da Coreia, e para o leste é banhada pelo Mar do Leste(mar do Japão). A península termina no estreito da Coreia, e no mar da China Meridional (a que os coreanos chamam mar do Sul), no sul. A parte norte da península, incluindo a Coreia do Norte, tem um terreno composto principalmente por colinas e montanhas, separadas por vales profundos e estreitos, a norte e a leste, e planícies costeiras principalmente a oeste. O ponto mais elevado da Coreia é o Paektu-san, com 2 744 m. Os rios principais são o Tumen e o Yalu, que desenha a fronteira norte com a Manchúria chinesa.
O clima é relativamente temperado, com a precipitação mais forte no verão, durante uma curta estação chuvosa chamada jangma, e invernos que podem ser por vezes muito frios. A capital e maior cidade da Coreia do Norte é Pyongyang, e as outras cidades importantes são Kaesong no sul, Sinuiju no noroeste, Wonsan e Hamhung no leste e Chongjin no norte.

C) ECONOMIA
A Coreia do Norte tem uma economia planificada de estilo soviético. As relações económicas com o exterior são mínimas e o país recebe ajuda alimentar da ONU. Relatos de melhoras económicas estão associadas às novas alianças estratégicas e a incrementação das transações com a China. Actualmente, 80% da energia e 20% dos alimentos são procedentes da China. As principais actividades são a indústria pesada e a agricultura. Contudo, após o fim da URSS, e depois de consecutivas más colheitas, a economia parou de crescer.

D) CULTURA

A cultura contemporânea da Coreia do Norte é baseada na cultura tradicional da Coreia, mas desenvolvida desde o estabelecimento da Coreia do Norte em 1948. Os coreanos são aptos a desenvolver uma cultura única, enquanto adotam e influenciam culturas vizinhas por 3.000 anos.
A população da Coreia do Norte é uma das populações mais homogéneas do mundo, étnica e linguisticamente, incluindo apenas pequenas comunidades chinesas e japonesas. A língua coreana não faz parte de nenhuma família linguística maior, embora se investiguem possíveis ligações ao japonês e às línguas altaicas. O sistema de escrita coreano, chamado Hangul, foi inventado no século XV pelo rei Sejong, o Grande para substituir o sistema de caracteres chineses, conhecidos na Coreia como Hanja, que já não estão em uso oficial no Norte. A Coreia do Norte continua a usar a romanização McCune-Reischauer do coreano, contrastando com o Sul que reviu a romanização no ano 2000.
A Coreia tem uma herança budista e confucionista, com comunidades cristãs e do Chondogyo tradicional (a “Via Celeste”). Pyongyang, a capital da Coreia do Norte, era o centro de actividade cristã antes da Guerra da Coreia.

E) PROBLEMAS GOVERNAMENTAIS

Atualmente, a Coreia do Norte é um Estado comunista controlado ditatorialmente por um homem – o presidente Kim Jong-Il. Em setembro de 2008, Kim Jong-Il não compareceu a um importante desfile militar. Surgiram boatos de que ele estaria enfermo, e especulou-se sobre quem seria seu sucessor. No entanto, o presidente reapareceu em público, reafirmando seu poderio. O dirigente comunista norte-coreano Kim Jong-Il foi eleito por unanimidade para o Parlamento na eleição de 8 de março de 2009. Ele teve 100% dos votos.
O país tem sido profundamente marcado por um “culto à personalidade” que elevou o falecido ditador King Il-Sung, pai de Kim Jong-Il, à posição de deus.
O governo utiliza severos controles para incutir essa ideologia sobre cada cidadão, que inclui o culto a Kim Il-Sung e a seu filho Kim Jong-Il, o atual presidente. Todas as religiões contrárias a esta ideologia são proibidas. A nação permanece fechada para o mundo exterior, porém as dificuldades econômicas e a fome crescente geraram alguma abertura, especialmente para ministérios de cunho social. Mais da metade da força de trabalho (64%) atua na indústria e serviços.
Apesar de alguma modernização, a fome ainda é um problema social. Problemas sistemáticos, como a ausência de solo cultivável, a existência de fazendas coletivas e a falta de tratores e combustível, têm levado a Coreia do Norte a uma sequência de períodos de escassez de alimento iniciada em 1996.

F) PROBLEMAS SÓCIO-CULTURAIS

Atualmente, a Coréia do Norte é um Estado comunista controlado ditatorialmente por um homem – o presidente Kim Jong Il. A nação permanece fechada para o mundo exterior, porém as dificuldades econômicas e a fome crescente geraram alguma abertura, especialmente para ministérios de cunho social.
A economia norte-coreana é pobre e o trabalhador ganha em média apenas US$ 900 por ano. Mais da metade (64%) da força de trabalho atua na indústria e serviços. Quase 100% da população é alfabetizada e tem acesso à educação. Apesar de alguma modernização, a fome ainda é um problema social. Problemas sistemáticos, como a ausência de solo cultivável, a existência de fazendas coletivas e a falta de tratores e combustível, têm levado a Coréia do Norte a uma seqüência de períodos de escassez de alimento.
As enchentes que ocorreram no verão de 2006, seguidas pelo tempo seco do outono, iniciaram o 13º ciclo de fome. Há abertura para organizações humanitárias atuarem a fim de aliviar a fome da população. Mas, apesar disso, a população continua mal nutrida – 36% dela é subnutrida. Isso acontece parcialmente por causa da corrupta liderança das forças militares. Eles interceptam muitas cargas de alimento e desviam-na aos seus solda dos. O próprio presidente Kim Jong Il disse,
certa vez, que só precisa que 30% da população sobreviva. Quase 70% da população não professa nenhuma religião. O restante segue crenças asiáticas como xamanismo, confucionismo ou budismo.

2- HISTÓRICO DA ATUAÇÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA FACE ÀS BARREIRAS ENCONTRADAS.
Vivendo em meio a um regime ditatorial, que comanda o país há cerca de 60 anos, a maioria dos jovens da Coréia do Norte nunca ouviu as palavras “Deus” ou “Jesus Cristo”. A impressionante informação explica-se pelo fato de que qualquer tipo de religião é proibida pelo regime de governo daquele país asiático. A população é forçada a adorar, como deuses, a personalidade do presidente do país, Kim Jong II, e de seu falecido pai, Kim Il-Sung. Os que não prestam o “culto personalista” são perseguidos freqüentemente de forma brutal e violenta. Além disso, qualquer pessoa que se ocupar de atividade missionária, seja qual for o tipo, receberá tratamento semelhante. Tanto que a Coréia do Norte aparece no topo de um ranking mundial, elaborado pela Portas Abertas Internacional, uma agência missionária interdenominacional, de países considerados mais fechados à pregação do Evangelho.
Em 2005, a Comissão Norte-Americana sobre Liberdade Religiosa Internacional reportou que “não há praticamente nenhuma liberdade individual na Coréia do Norte e nenhuma proteção aos direitos humanos universais”. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Coréia foi dividida em dois países, com o Norte sob as regras comunistas e o Sul sob influência do oeste. Muitas famílias foram divididas. Antes da instalação do Regime Comunista em 1945, a Coréia do Norte era um centro de reavivamento cristão; Pyongyang, a capital do país, já foi conhecida como “a Jerusalém do leste”.
No entanto, todos os cidadãos que nasceram depois de 1945 não desfrutaram mais da liberdade que havia antes. Pelo contrário: o Regime Comunista reprimiu fervorosamente os cristãos e usou muitas crianças para “delatarem informalmente” as práticas cristãs de seus pais. Com o fim da guerra coreana, em 1953, aproximadamente 300 mil cristãos desapareceram no Norte. Atualmente, há quatro igrejas na cidade – duas protestantes, uma católica e outra ortodoxa, mas são basicamente “igrejas de fachada”, servindo à propaganda política. INFELIZMENTE, mão existe um missionário sequer no país. Nas agências missionárias consultadas nessa pesquisa, não consta oficialmente o registro de nenhum envio para aquele país.
A igreja na Coréia do Norte foi onde nasceu o reavivamento coreano, Pyongyang era conhecida como “Jerusalém do Oriente´´. Mas a maioria dos cristãos fugiu para o sul durante a guerra da coréia ou foi martirizada e as igrejas demolidas. Pouco se sabe sobe a atuação da igreja na Coréia hoje; somente que ela tem sobrevivido em meio a um grande sofrimento.

3- RELATO SOBRE O NÍVEL DE PERSEGUIÇÃO SOFRIDA PELA IGREJA CRISTÃ NO PAÍS.
A perseguição aos cristãos foi intensa durante o período de dominação japonesa, especialmente devido à pressão exercida pelos domina dores para a adoção do xintoísmo como religião nacional. Desde a instalação do regime comunista, a perseguição tem assumido várias formas. Em um primeiro momento, os cristãos que lutavam por liberdade política foram reprimidos. Depois, o governo tentou obter o apoio cristão ao regime, mas como não teve êxito em sua tentativa, acabou por iniciar um esforço sistemático para exterminar o cristianismo do país. Edifícios onde funcionavam igrejas foram confisca dos e líderes cristãos receberam voz de prisão. Ao serem derrota dos na Guerra da Coréia, soldados norte-coreanos em retirada freqüentemente massacravam cristãos com a finalidade de impedir sua libertação.
Ser cristão é perigoso na Coréia do Norte – por isso o país ocupa, pelo sexto ano consecutivo, a primeira posição na Classificação de países por perseguição. O Estado não hesita em torturar e matar qualquer um que possua uma Bíblia, esteja envolvido no ministério cristão, organize reuniões ilegais, ou até que tenha contato com cristãos (na China, por exemplo). Os cristãos que sobrevivem às torturas são envia dos para os campos de concentração. Lá, as pessoas recebem diariamente alguns gramas de comida de má qualidade para sustentar o corpo que trabalha por 18 horas. A menos que aconteça um milagre, ninguém sai desses gigantes campos com vida.
Em setembro de 2007, a revista Newsweek destacou o drama dos cristãos norte-coreanos. Um desertor, Son Jongnam, converteu-se quando fugiu para a China, onde conheceu um grupo de missionários cristãos. Após certo tempo, ele voltou ao seu país como missionário. Lá, foi detido e acusado de ser espião. Atualmente, ele está no corre dor da morte em Pyongyang. Son cresceu em boas circunstâncias por ser filho de um alto oficial. De acordo com a Newsweek, a esposa dele, grávida, perdeu o bebê depois de ter sido espancada durante um interrogatório na Coréia do Norte , por ter criticado o controle de alimentos de Kim Jong-Il.
Desde o final do século 19, cerca de cem mil norte-coreanos mantêm a fé cristã clandestinamente, segundo cálculos da Newsweek. Até mesmo Kim Il-Sung, o primeiro ditador da Coréia do Norte, falecido recentemente, veio de uma família cristã devota.
De acordo com missionários, os cristãos norte-coreanos mantêm suas Bíblias enterradas nos quintais, embrulhadas em plásticos. Alguns pastores na China oram por doentes e pregam através de interurbanos feitos por telefone celular, segundo a reportagem. Tudo isso num intervalo de tempo que vai de cinco a dez minutos. Os “cultos telefônicos” têm de ser rápidos, e muitas vezes são interrompidos bruscamente, porque a Coréia do Norte usa rastreadores para localizar os telefones.

4- PARALELO CONCLUSIVO ENTRE A IGREJA PERSEGUIDA E A NOSSA REALIDADE ATUAL.

Em um país como o Brasil, onde se joga comida fora, que tem uma igreja em cada esquina, a literatura evangélica é vendida livremente e é constitucionalmente considerado (pelo menos na teoria) um país laico; deveríamos fazer jus a esses benefícios expandir o evangelho e melhorar o conteúdo de vida social dos brasileiros. Em contra partida a isso, na Coréia do Norte mais de 3 milhões de pessoas já morreram de forme entre 1994 à 2000. O estado estoca alimentos para os militares mas deixa o povo morrer de fome. Muitas pessoas já chegaram a cometer práticas canibalistas para sobreviver. Muitos crentes não tem como sustentar as suas famílias e dependem da provisão diária de Deus através das juntas missionárias que enviam alimentos para algumas igrejas; isso porque o estado permite, pois nada além disso é permitido, Bíblias, folhetos, livros evangélicos e os próprios missionários são barrados e impedidos de cruzar a fronteira. Enquanto isso, nossas igrejas e irmãos estão preocupados com o ar condicionado do gabinete pastoral, cadeiras acolchoadas, templos faraônicos e igrejas de luxo.
A liberdade religiosa no Brasil deveria impulsionar um cristianismo mais vivo e dinâmico, mas não é isso que se tem visto no cenário protestante contemporâneo. Enquanto na Coréia muitos crentes precisam enterrar sua Bíblia no quintal (quando tem uma Bíblia), para não serem presos e torturados pelos repressores coreanos; aqui no Brasil o amor pela palavra tem esfriado. Muitas igrejas fecharam suas escolas bíblicas dominicais pois os membros não vão ao culto de estudo bíblico. Um verdadeiro mercado de Bíblias para todos os gostos, mas um profundo desapego a palavra. Alguns chegam clamar por uma perseguição, será que teremos que passar por isso para valorizar aquilo que nossos irmãos coreanos tanto querem e não podem desfrutar?

5- SUGESTÕES PARA AUXÍLIO À IGREJA NA CORÉIA DO NORTE

a) Existe os meios de comunicação na Coréia que ainda abrem pequenas brechas para a pregação do evangelho devido a liberdade de impressa (embora que seja muito pouca). Profissionais formados em comunicação tem livre acesso a esse país, essa é uma forma de ajudar a levar conforto aos corações dos irmãos que estão desfalecendo devido as perseguições.
b) Outra brecha encontrada para se entrar na Coréia, é através da China. Os homens de negócios oriundos da China, tem livre acesso ao país, a Coréia permite os Chineses entraram para aumentar as fontes de capitação de recursos. Assim, uma da formas de levar ajuda à igreja desse país é investir e missionários chineses, visto que os chineses são bem visto nesse país e não são incomodados nem interceptados no aeroporto nem os seus vistos são negados. É muito difícil até revistarem a bagagem de um passageiro que seja da china.
c) Envio de alimento através da ONU, visto que essa é uma das poucos formas oficiais de se introduzir alguma coisa nesse país para os irmãos necessitados.
d) Usar a linhas telefônicas próprias para promover acompanhamento espiritual e psicológico aos irmãos que sofrem perseguição. Já é usado esse método neste país, mais ainda é muito fácil dos militares interceptarem essas ligações, visto que os telefones usados são públicos e as ligações não tem sigilo algum. Só a igreja tendo no mínimo 2 telefones particulares por áreas onde as igrejas estão instaladas, ajudariam os membros a se ajudarem por meio da conversa e cultos diários pelos telefones.

6- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

JOHNSTONE, Patrick; MANDRYK, Jason. Intercessão Mundial. Camanducaia: Horizontes, 2003.

TUCKER, A. Ruth. Até os Confins da Terra. São Paulo: Edições Vida Nova, 1986

http://www.jmm.org.br/index.php
http://www.portasabertas.org.br/paises/
http://www.jocumponta.com.br
Enciclopédia eletrônica Wikipédia

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