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Posts Tagged ‘Vida Cristã’

“Atravessaram a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia; e tendo chegado diante da Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu.  Então, passando pela Mísia, desceram a Trôade. De noite apareceu a Paulo esta visão: estava ali em pé um homem da Macedônia, que lhe rogava: Passa à Macedônia e ajuda-nos.  E quando ele teve esta visão, procurávamos logo partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho´´ (Atos 16:6-10)

Modern cadeado em uma porta de madeira velha Antioquia da Pisídia, o centro da religião Frígia, também ficava muito perto da fronteira da província da Ásia. Era natural, portanto, que os olhos dos missionários se voltassem em direção ao sudoeste, para a via que levava a colossos (cerca de 240 km) e depois para Éfeso, que ficava no litoral – praticamente a mesma distância. De fato, parecem ter percorrido um trecho dessa estrada, mas de alguma forma não definida, o Espírito Santo os impediu de pregar a Palavra na Ásia (v. 6). Com a rota sudoeste bloqueada, eles se voltaram para o norte, até defrontarem Mísia, que não era uma região administrada pelos romanos, mas sim um nome antigo para uma antiga região no extremo norte da Ásia Menor. Aqui, tentaram continuar pelo norte até chegar à Bitínia, a província situada no litoral sul do Mar negro, incluindo cidades como Nicéia e Nicomédia. Contudo, novamente, de alguma forma que Lucas não informa, o Espírito de Jesus não o permitiu (v.6).

Aprendemos com isso que missões se faz na direção do Espírito Santo. Muitas vezes as juntas missionárias , os departamentos de missões e os próprios pastores, decidem ir para um lugar mas não oram pedindo a direção do Espírito Santo. É ele que sabe o lugar certo para se fazer missões. Temos que depender do Espírito de Jesus na obra missionária. Assim eles contornaram Mísia, depois de terem viajado muito eles chegam até o porto de Trôade (v.8), no Egeu, perto do que chamamos de Dardanelos. Certa noite em Trôade, Paulo teve uma visão na qual viu um homem macedônico em pé que lhe rogava, em alguma postura de apelo, talvez acenando, dizendo: passa à Macedônia e ajuda-nos (v.9).

Uma coisa que chama a minha atenção é de como Deus é soberano. Deus não abre mão dos seus eternos propósitos. A sua vontade soberana era que a junta missionária descesse à Macedônia, e a vontade humana não pode frustrar os planos do soberano Deus. O que realmente sabemos é que na manhã seguinte, Paulo contou a sua visão aos seus companheiros, que juntos discutiam o seu significado e suas implicações, concluindo que Deus estava chamando cada um deles para pregar o evangelho para os macedônios. Assim, procuraram partir imediatamente […], […] para aquele destino (v.10).

Uma direção lhes é proibida, a outra se lhes abre; de um lado o Espírito fala ”não vá”, do outro ele diz “venha”. Da mesma forma quando Willian Carey planejava ir para a Polinésia, nos mares do sul, mas Deus o queria na Índia. Judson foi primeiro para a Índia, mas depois foi guiado para a Birmânia. Linvingstone tentou ir para a China, mas Deus o enviou para África. Só dependendo do Senhor podemos receber a direção correta na obra missionária e em qualquer área da nossa vida. Digno de nota é a forma que eles chegam a interpretação da visão. Primeiro veio a dupla proibição, obstruindo de alguma forma o seu caminho para a Ásia e a Bitínia, levando-os a Trôade, cujo porto ficava de frente para Macedônia, ao oeste. Isso foi seguido por uma visão noturna que pedia a ajuda de Paulo. Essas circunstâncias serviram de base para a discussão deles, que perguntavam a si mesmo e uns aos outros, o significado dessas coisas. Eles então juntaram as informações, o negativo (o bloqueio em relação a Ásia e a Bitínia), e o positivo (o apelo do macedônio), e concluíram que, através das diversas experiências, Deus os estava chamando para a Macedônia para “ajudar”, ou seja, para pregar o evangelho ali. Disso podemos aprender que a orientação de Deus não é só positiva, mas também negativa (algumas portas se fecham, para outras se abrirem); não é só circunstancial, mas racional (devemos pensar na nossa situação); não é só pessoal, mas também conjunta (precisamos compartilhar os dados com os outros, para que possamos meditar juntos sobre a questão e chegar a uma conclusão comum). O fato é que o verbo grego “Yimbibazo“, que aparece no verso 10, é traduzido por “concluindo. Significa literalmente: “juntar, encaixar mentalmente, inferir algo a partir de uma variedade de dados“.

A palavra grega nos revela que houve uma junção de dados e informações que depois de serem ponderadas e analisadas, resultou em uma conclusão. Como este texto é rico para nossas vidas! É como se Deus estivesse deixando pistas da sua vontade para os missionários que estavam com Paulo. Foi exatamente isso que eles fizeram. Se juntaram e começaram a analisar os eventos. Houve uma reflexão, algo racional em cima das informações e acontecimentos. Depois de analisarem bem tudo que aconteceu, chegaram à conclusão que aquele caminho não era da vontade de Deus. Alguém poderia dizer: “como não é da vontade de Deus que nós evangelizemos aquela cidade?”.  Lógico que a vontade de Deus é que todas as cidades sejam evangelizadas. Mas Deus é soberano, Ele sabe o lugar certo, para a pessoa certa, evangelizar na hora certa; e não era hora de ir para Ásia, mas sim, para Macedônia.

Podemos aplicar esse texto não só no âmbito missionário, mas também para todas as áreas da nova vida. Certamente você já viveu algo parecido, ou está vivendo agora. Talvez você esteja passando por um momento onde parecia estar indo rumo à vontade de Deus; no entanto, as barreiras se ergueram na sua frente. Tudo começou a dar errado. Nessa hora reclamamos e ficamos chateados com Deus. Porque algo que parece tão da vontade do Senhor está dando errado? Dizemos: “estou fazendo tudo certo e conforme a Palavra de Deus, estou em santidade e servindo-o. Porque os caminhos estão sendo bloqueados? Talvez seja uma das suas perguntas nesse momento.

Você parou para pensar que Deus pode estar bloqueando esse caminho que  você está, ou estava indo, por saber que você não iria para outro caminho por sua própria escolha? Ele sabe que sem a sua ajuda, você estaria indo pelo caminho errado e está querendo te orientar e ajudar como um pai ajuda o seu filho.  O emprego que você insiste em um determinado lugar e parece que dá tudo errado; o namoro que parecia que era de Deus e chegou ao fim; o ministério que você achava que era o seu e Deus te barrou e te colocou em outro; o curso que você já tentou passar e parece que sempre dá tudo errado e você não consegue entrar. O Espírito de Jesus pode está fechando esse caminho para te abrir outro que seja da vontade Dele. Hoje choramos e sofremos quando ele nos impede de fazer algo que achamos ser o melhor para nós. Mas a verdade é que não sabemos nem o que é melhor para nós. Ele sim, Cristo sabe o que é melhor para nós, e se for preciso ele vai te barrar o caminho e não permitirá que você siga avante para um futuro que não seja o que ele planejou para sua vida.

Por fim, os missionários aprenderam várias lições nessa segunda viagem missionária. Aprenderam lições como: aceitar a direção de Deus, dependência, a soberania de Deus na missão; e a buscar a revelação de Deus em comunhão uns com os outros. Fique atento aos fatos, depois dessa reflexão, quando as coisas começarem a dar errado pergunte-se: “será que Cristo está me barrando e impedindo meu caminho para que eu possa ir em outra direção?”. Que Deus nos dê graça para escolhermos sempre a sua vontade e direção para as nossas vidas.

 

 

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